Jamaica - go to come back


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Published: March 7th 2010
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Blue-green seaBlue-green seaBlue-green sea

Hipnotizante
Há exatamente um mês eu estava desembarcando em Montego Bay, na Jamaica. Começava ali uma estadia de seis dias diante de um mar imensamente verde-azul. Fui por "obrigação". Tinha de conseguir um novo visto para permanecer aqui nos EUA. O que obtive quando cheguei, de seis meses, venceria no final de fevereiro.

Primeiro pensei em ir para Reykjavik, na Islândia. O preço era bom. Seria a chance de conhecer um lugar que dificilmente iria partindo do Brasil. Mas após ver um anúncio no jornal sobre a ilha caribenha, mudei radicalmente os planos.

Fui parar num resort daqueles ao estilo "all inclusive". Confesso que achei meio brega. O clima me lembrou o de shopping centers - que eu não gosto nadinha... Aquele mundo de gente indo e vindo, o zum zum zum de crianças e adolescentes, adultos também fazendo farra, curtindo um mundo artificial. A maioria preferia aproveitar as piscinas que o mar.

Nos primeiros dois dias, eu também não dei o devido valor ao oceano que se estendia à minha frente, que já da janela do meu quarto podia admirar assim que me levantava. Era como se eu não estivesse lá. Minha cabeça ainda estava em Nova York.
Breaking the ruleBreaking the ruleBreaking the rule

Regras estúpidas existem para ser quebradas
Como não sou amante de sol, o que mais curtia era ficar lendo na confortável cama do meu quarto. Mergulhei no livro Field Notes from a Catastrophe - Man, Nature, and Climate Change, da jornalista Elizabeth Kolbert, indicação para um dos meus cursos (aliás, vale muito a pena; não é militante, é informativo; a autora cobriu a política de Washington para o New York Times e hoje escreve para a revista New Yorker ).

Tardou, mas minha mente se deu conta do que eu estava perdendo. Passei a ir religiosamente para a praia (sem largar o livro). Aproveitei os dias espreguiçada numa cadeira - na sombra, claro, com protetor 30 (mas devia ter comprado o 50). Até mergulhos dei (resisto a entrar no mar... não gosto da sensação de sal no corpo...).

Uma das melhores coisas que me aconteceu ali foi graças a uma pequena transgressão. Odeio regras. Principalmente as estúpidas. E ao deliberadamente quebrar uma delas, fiz uma amizade especial no Breezes Trelawny Resort. Conheci Kitten, uma gatinha que assim apelidei e que vivia meio escondida em um canto de um dos jardins do hotel. Todo dia, após todo café da manhã, todo almoço e todo jantar, lá ia eu chamá-la com algum petisco
Little Cute KittenLittle Cute KittenLittle Cute Kitten

Minha melhor amiga em Montego Bay
em mãos. Meio arredia nos minutos iniciais (tinha especialmente medo dos funcionários do lugar), logo mostrou o quão carinhosa era. Por meio de Kitten também conheci a inglesa Veronica, outra apaixonada pelos bichanos como eu. Foi Veronica quem chegou à conclusão que a pequena Kitten, que não deve ter mais de um ano, estava grávida. A esta altura já deve ser mãe... Quando parti, Veronica se encarregou de alimentá-la e de antes de ela mesma voltar a Europa encontrar outro hóspede que assumisse a responsabilidade de alimentar nossa Kitten. Assim fez. Graças a Kitten, agora mantemos contato.

De volta a Nova York, vivi uma semana de sonhos, iniciada antes, a caminho do aeroporto, indo para La Guardia... Não teve um final exatamente feliz. Tive mais uma vez de acomodar na alma uma nova frustração para conseguir seguir adiante. Já está acomodada. Ocupando espaço onde não devia, mas acomodada. E assim, com as coisas ajeitadas, guardo como principais lembranças dessa viagem minha linda Kitten e o verde-azul do mar.

ps. na imigração americana, me deram as boas-vindas para mais seis meses nos Estados Unidos (que ainda não sei se aproveitarei todos ou não... vou deixar a vida decidir...)

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8th March 2010

I will do my best!!!
Ze, meu amor!!! Vontade de encontrar vcs em London nao me falta... Quem sabe eu nao consigo, ne?! Torce por mim... Me conte sobre a temporada no Brasil!! Me mande um longo email ;-) Beijo da sua sempre Deolinda...

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