Sempre fui apaixonada por aqueles cabelões vermelhos cheios de drads, o rubi no dente (que eu tinha vontade de imitar) e a voz soul melody do ex-DJ de Manchester, Mick Hucknall.
Conheci Mr. Pumpkinhead em 2000, numa festa apόs o show no Credicard Hall de São Paulo, esticada depois para a cobertura do Hotel Transamérica. O resto da banda que chamam Simply Red, mudou várias vezes de formação, contando inclusive com o guitarrista brasileiro Heitor T.P. (grande Heitor!) no álbum New Flame de 1989, mas eu desconhecia o motivo do movimento, até conversar com um dos músicos na tal festa, que me confessou que o ruivo era simplesmente insuportável. Coincidentemente, foi o mesmo que me disse Moreno, um os produtores do Umbria Jazz: que “Mick Hucknall está na lista negra de todas as produções”.
Bem, o mito caiu lá em Sampa mesmo. Me lembro como se fosse hoje, do bafo de esgoto, o cabelo que mais parecia lavado com água de salsicha e ESPECIALMENTE das unhas dos pés que eu vi dentro d’umas sandálias de couro... aaaarght.... enormes, amarelas, virando na ponta!!! O rubi tinha caído e ficou no lugar um buraco cinza da cola. Desisti rapidinho de fazer
no meu.
Continuo adorando a música que acompanhou muitos momentos da minha vida e ainda toca direto no meu iPod, mas o vermelhão, desde então, não me fascina, ainda mais agora, barrigudo e enrugado. A voz, porém continua a mesma!
Este ano, com o anúncio da dissolução da banda, eu não poderia perder a despedida em Perugia. O show foi muito bacana, som impecável, todo mundo pensando que era playback. Porém tenho que falar do telão de lençol velho que é o mesmo de 40 anos atrás, desde o primeiro Festival. Po... 2009, peruginos!!!!
Bem engraçado também ouvir Mick Hucknall falando italiano com sotaque de mafioso. Ele comprou há alguns anos uma vinícula na Sicília, perto do Etna e produz um vinho chamado “Il Cantante” (O Cantor), dizem, ruim pra caramba, ainda vou provar.
Começou cantando mais baladinhas do que os hits pra dançar, e a italianada ali sentadinha com formiga nos fundilhos! Até que o povo avançou pra frente do palco, organizado tipo atentado terrorista, ele levou um susto e iniciou a chacoalhar o esqueleto.
Ah, e tinha também convitinho pro coquetel no Bruffani depois do show:
-“Fala pro Mick que desta vez eu não quero ir,
tá?!”
That’s all folks!
4 Comments -
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Morri de rir. Muito boa. Parabéns, seu blog é muito bom.
Muito boa. Rachei o bico. O Mick è inglês, Kel, europeu, lembra? Pooorcos, kkkkkkkkk! VC não acostuma né? NEM EU! kkkkkkkkkkk
Amiga, c é chique no úrtimo mesmo eim! Onde vai tá nas melhores rodas.
Tô te esperando pra você me levar naquelas aqui do Brasil mesmo tá... rrrsss...
Muita saudade.
Te adoro
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