El Chaltén, ou sobre quando achei ter encontrado o paraíso


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February 4th 2008
Published: February 6th 2008
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Mirador da Laguna TorreMirador da Laguna TorreMirador da Laguna Torre

Nós quatro no Mirador da Laguna Torre com o Cerro Torre ao fundo
Em poucas palavras: uma cidade com menos de mil habitantes, dois campings gratuitos, ao pé do Fitz Roy e Cerro Torre (duas paredes cobiçadas por escaladores do mundo inteiro) e perto de um dos maiores campos de gelo da Terra. Se não fosse o Xuxa lembrar que não temos dinheiro para viajar para sempre e que ainda queremos ir para Mendoza, acho que ficaria por lá até o fim da temporada.

No entorno da cidade existe uma diversidade enorme de trilhas a serem exploradas, desde caminhadas de apenas um dia à expedições de cerca de um mês. As duas trilhas mais percorridas (e também duas das mais fáceis) sejam a da Laguna Torre, mirador do Cerro Torre, e a da Laguna de Los Três, mirador do Fitz Roy. Ambos são caminhadas muito bem demarcadas de exigência fìsica baixa.

Fizemos as duas, a da Laguna de Los Três fizemos de madrugada, saímos do acampamento à 1h e chegamos no mirador às 5h. O percurso iluminado pela lua cheia foi fantástico e no topo pudemos presenciar por volta das 7h o nascer do Sol, quando por alguns minutos o Fitz Roy fica vermelho (fotos no post do Xuxa). De lá emendamos outra trilha e fomos para o Rio Elétrico subir o mirador do Glaciar Pollone, porém estávamos sem dinheiro e nos esquecemos que o mirador fica dentro de uma propriedade privada onde os donos cobram uma taxa pela entrada. Além disso, tínhamos que voltar para a estrada para pegar no começo da noite o ônibus que nos levou de volta para a El Chaltén.

Depois que o Rafa e Mayra foram embora, eu e o Xuxa nos preparamos junto com um casal de australianos para fazer a Volta do Cerro Huemul, uma trilha de quatro dias de onde é possível avistar o Campo de Hielo Continental Sur. Porém com cerca de quarenta minutos de caminhada no primeiro dia, o Xuxa começou a sentir dores muito fortes no estômago e tivemos que voltar. Estamos aguardando que os australianos nos enviem as fotos dessa caminhada.

Também nos interessou muito uma trilha que inclui um dia inteiro caminhando no gelo do Campo de Hielo Continental Sur desde o Paso Marconi até o Paso del Viento. Essa vai ficar para uma outra viagem, até porque exige equipamentos e conhecimentos de gelo que ainda não temos.

Cada um dos acampamentos gratuitos fica numa das extremidades da cidade. Dormimos a maioria das noites no Madsen que concentra o maior número de pessoas e consequentemente mais barulho. Depois da tentativa de fazer a Volta do Cerro Huemul passamos duas noites no Confluência que é muito menor, ocupado principalmente por quem viaja de trailer ou motor-home e que tem muito mais sombra. Além disso, desse acampamento é possível ver o Cerro Torre e o Fitz Roy. A escolha fica a gosto do freguês.

Com o passar do tempo descobri que Chaltén não é o lugar perfeito, apesar de muito bom. Na cidade não existe caixa eletrônico, quanto menos banco, e nosso dinheiro começou a acabar (alguns lugares aceitam cartão de crédito, mas de qualquer forma é bom ir prevenido com quase toda a grana que pretende gastar em mão); praticamente tudo é mais caro, além da oferta ser menor, do que nas cidades maiores da Argentina (é uma boa levar um bom estoque de comida, El Calafate é a cidade mais próxima com uma boa oferta de produtos); devido ao excesso de calor na época que estivemos por lá, uma alga se proliferou na água fazendo com que muitas pessoas ficassem mal do estômago (tínhamos hidrosteril mas não usamos por vacilo) incluindo a Mayra, Rafa e Xuxa (provavelmente foi por causa dessa alga que ele se sentiu mal no começo da trilha do Huemul). A junção desses fatores fez com que partíssemos do que para mim é um quase paraíso perdido.

por Rodrigo

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7th February 2008

um detalhe importante e uma sensação à registrar..
só um comentário ro: em relação ao "Ambas são caminhadas muito bem demarcadas de exigência fìsica baixa"....quero te lembrar que os ultimos 40 ou 50 minutos até o mirador do fitz roy exigiram sim uma boa resistencia física! me senti fazendo a travessia petrópolis-teresópolis ali....beeeem íngreme e, além de tudo, a erosão é alta e, como estávamos caminhando à noite, o trecho foi de dificuldade média, no mínimo, já que mal víamos as demarcações da trilha...e muita pedra solta tb...ah, sobre a caminhada noturna, preciso dizer que foi inesquecível. adorei caminhar sob a luz da lua cheia. sensação maravilhosa. a mata noturna é realmente enigmática e, ao invés de sentir medo, me senti mto tranquila...acho legal resgistrar essa sensação de tranquilidade e calma. o silencio da noite patagônica é fascinante. beijos pra vcs!

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