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Published: November 28th 2010South America » Argentina » Santa Cruz » El CalafateNovember 18th 2010
Cedinho ja estavamos acordando todo mundo em volta como de habito, de tanto barulho de trecos presos nas malas, para ir para nosso proximo destino. El Calafate era nossa cidade de volta à Argentina. Seu nome é por causa de uma fruta que tem ali na regiao, roxinha, parece um pouco com a cor do acaí apesar do gosto nao ter nada a ver.
Foi uma viagem lonjinha, e o nosso onibus estava repleto de uma galera mais velha francesa, que insistia em certificar a lenda dos poucos banhos. Ja na rodoviaria, fomos recepcionados de volta à Argentina com o taxista mais estereotipo do pela-saco argentino. Nos levou para onde nao queriamos dando uma volta mais longa, tinha cara de marrento e ainda nao nos ajudou em nada a botar as malas no porta malas. Ta, ele estava com problema nas costas, mas quando brasileiro tem chance de falar mal de argentino porteño nao pode economizar.
Seguindo minha politica pessoal de nunca reservar albergues antecipadamente e deixar para o momento da chegada na base do improviso, cheguei na porta do nosso escolhido para, claro, nao haver vaga como gostariamos. Teriamos que ficar em quartos separados, e enquanto eu verificava isso la dentro, entre uma tentativa e outra de nos vender um "excelente" passeio turistico, nosso amigo argentino dava em cima das meninas dentro do taxi. Chamei-as pra dentro, fazer o que, e de repente notei que a outra atendente tinha uma cara de brasileira desgracada. Eu tinha um cachorro e ele se chamava Bingo! A partir dai nossa comunicacao foi muito mais facil. A mineira Fabrine era otima, e sabia tudo da nossa proxima parada, que era El Chalten. Tiramos varias duvidas com ela e de quebra dando algum jeitinho brasileiro ela ainda conseguiu nos botar todos juntos naquela noite, enquanto a argentina antipatica a retalhava com olhares de quando em quando.
O plano era ficar em El Calafate por uns dias, e depois passar outros em El Chalten, uma cidadezinha perto dali. Por falta de reservas, decidimos entao trocar. Passariamos o dia apenas, e no dia seguinte ja seguiriamos para El Chalten assegurando na volta as reservas no albergue. O plano era perfeito, e por isso mesmo, claro que deu tudo errado. Mal sabiamos que nossos dias seguintes seriam alterados hora apos hora. Como diria a Erika, em El Chalten era que nem a Band News: Em 20 minutos tudo pode mudar!
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