Road Trip: From Napier to Queenstown !!!

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New Zealands flagPublished: June 27th 2011Oceania » New Zealand » South Island » Queenstown
June 27th 2011

 Video Playlist:

1: Topo do Taranaki !! 53 secs
2: Focas brincando no Ohau Stream !! 36 secs
3: Foquinha curiosa !! 31 secs
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Aloooooooooooooo galeeera !! E aí ?? Tudo bom com vocês ??

Por aqui (Londres) está tudo ótimo, eu e Rafa já estamos praticamente estabilizados e recebi a notícia do Guilherme que tá começando a rolar trabalho em Queenstown, maravilha !! Nesse post vou escrever sobre o final da minha viagem pela Nova Zelândia e como foi a viagem que fizemos de Napier até Queenstown descendo pelo lado Leste da Ilha Sul.

Depois de 4 meses vivendo e trabalhando em Napier estava na hora de botar o pé na estrada novamente, nosso plano era descer direto para Wellington e de lá pegar o ferry pra Ilha Sul. Durante nosso planejamento o Fernando colocou uma pilha forte para visitarmos New Plymouth (costa oeste da Ilha Norte) pois é uma área pouco explorada da NZ e uma das mais bonitas que visitamos também. Outro lugar que incluímos no roteiro foi Whanganui, outro local lindíssimo que fica no caminho de New Plymouth para Wellington e é famoso pelo Whanganui River e suas belezas naturais.

Aqui estão os mapas da viagem para quem se interessar em acompanhar enquanto lê. Não consegui colocar todos os lugares porque o Google Maps não encontrou mas felizmente já dá pra ter uma idéia.

De Napier até Curio Bay: Mapa 1
De Curio Bay até Queenstown: Mapa 2

Bom, vamos lá !! De Napier nós seguimos em direção a Taupo para encontrar com o pai do Fernando (Carlos) e sua mulher (Fernanda) que estavam viajando pela NZ e de lá partimos para New Plymouth. Chegamos a noite e não conseguimos ver muito do visual do famoso vulcão chamado Taranaki, nós ficamos hospedados na casa do KC, um cara super gente boa que o Fernando conheceu quando estava surfando pelas praias da Surf Highway. Durante os 4 dias que ficamos lá nós conhecemos algumas praias, subimos um morrinho e um "vulcãozinho" de 2.500 metros de altura !! O lugar é incrível, primeiro fomos no Paritutu Hill, um morrinho encostado na praia de Back Beach que tem um visu alucinante do Mt Taranaki, de lá descemos pra praia e ficamos curtindo o final de tarde com um pôr do sol super bonito. Nós também visitamos uma ponte chamada Te Rewa Rewa Bridge que apesar de bonita parece uma construção que não tem nada a ver com a natureza do local. E de vários lugares diferentes podíamos apreciar a beleza do vulcão, tivemos sorte de ter pego um tempo sensacional e aproveitar o que tinha de melhor na região. No nosso último dia resolvemos subir o Taranaki, o Fernando já tinha "escalado" uma vez e disse que era algo que não podíamos perder por nada nessa vida. Foi uma caminhada pesada, demoramos 5 horas pra subir, ficamos 1 horinha lá em cima e demoramos 4 horas para descer. O visual lá de cima é de deixar qualquer um de boca aberta e a satisfação de ter conquistado o topo é única, principalmente sabendo que se trata de um vulcão em atividade, ou seja, qualquer hora pode entrar em erupção. Depois da caminhada jantamos com Carlos e a Fernanda para comemorar a nossa "conquista".

De New Plymouth partimos para Whanganui, a primeira vez que escutamos desse lugar foi no albergue em Mount Maunganui, lá é famoso pelos passeios de barco e caiaque pelo Whanganui River. Primeiro nós chegamos na cidade de Wanganui e fomos direto no I-Site, quase todas as cidades turísticas da NZ tem um I-Site, é um centro de informações turísticas, normalmente com internet (algumas de graça) e mapas da NZ e da região. Nesse I-Site nós encontramos umas amigas alemãs de Napier que reconheram o Papatoetoe do lado fora e resolveram checar pra ver se estávamos lá dentro. Elas estavam voltando de uma super viagem pela Ilha Sul e deram um monte de dicas para a gente. De lá pegamos informações de acomodação em Atene que fica no começo do Whanganui National Park, resolvemos não ir até o final do parque porque queríamos passar apenas uma noite no local. Acabamos ficando num lugar chamado Rivertime Lodge, e foi super maneiro. Nosso plano era dormir no Papatoetoe e o Carlos e a Fernanda ficariam no lodge, quando chegamos lá vimos que o lodge não era apenas um lodge, era tipo uma casa de serra gigantesca !! Encontramos uns colchões no armário de um dos quartos e dormimos todos juntos lá dentro. O local é maravilhoso, fica logo na beira do rio, super aconchegante e com um visu bem lindo. Ficamos apenas uma noite e essa noite valeu muito a pena, acabamos não fazendo nenhum passeio no rio mas subimos mas um pouco a estrada pra dar uma olhada nas vilazinhas da região.

De Whanganui partimos para Wellington, nosso plano era dormir no Papatoetoe em alguma cidadezinha alguns quilomêtros antes da capital. Quando encontramos um lugar para estacionar o carro e dormir eu resolvi checar os e-mails pelo celular e vi que tínhamos recebido uma resposta positiva de uns pedidos para Couchsurfing que tínhamos feito no I-Site de Wanganui. Na mesma hora liguei pra a Tamsin e falei que chegaríamos em Wellington em menos de 2 horas, ela disse que não estaria em casa e falou para irmos direto para a Victoria University pois ela fazia aula de capoeira e nos convidou para participar. Chegamos direto na universidade e conhecemos a Tamsin pessoalmente no estacionamento, ela levou a gente pra academia e fizemos uma hora de aula de capoeira com um professor super gente boa. De lá partimos para um supermercado (New World) e compramos cerveja, vinho e comida para preparar guaca-mole pois estaria rolando uma noite de nachos na casa dela. A casa era uma casa de estudantes e todos tinham por volta de 20 anos de idade, na real estava tudo um caos, um monte de gente andando pra um lado e pro outro, um monte de roupa espalhada pela casa e geral se divertindo. Depois dos nachos acabamos saindo para uma night num bar chamado San Francisco Bathouse e foi irado, tava tocando uma bandinha de reggae e o clima estava ótimo. No dia seguinte demos um role na cidade com o Carlos e a Fernanda e comemos num restaurante indiano, tomamos café e sorvete com a Maria no Kaffee Eis (na rua Courtnay Pl) e mais tarde fomos jantar no restaurante onde o Gui trampava onde comemos uma moqueca maravilhosa. A noite fomos para o estacionamento do ferry pois pegaríamos a barca para Ilha Sul as 8 da matina.

Partimos de Wellington de manhãzinha e o ferry até Picton demorou umas 3 horas, a viagem em si não tem nada demais e ainda rola de ver uns filminhos nas televisões da barca. De Picton pegamos a Queen Charlotte Drive em direção a Nelson, essa é uma estrada famosa pelas paisagens que se vê dos sounds durante a viagem na região de Marlborough Sounds. Em Nelson fizemos umas compras e partimos para Mapua onde dormimos na McKee Memorial Recreation Reserve(NZD$ 6.00 por pessoa). A Nova Zelândia é super preparada para o turismo com vans e campervans e existem diversos camping sites(áreas de camping) por todo o país, os campings que mais usamos foram os do Department of Conservation - DOC e também dormimos em alguns Holidays Parks. De manhã nós partimos cedinho em direção ao Abel Tasman National Park e passamos por Motueka até chegar em Marahau, que é a cidade logo na entrada do parque onde se reservam os passeios de caiaque e barco. Abel Tasman National Park é um lugar belíssimo, parece muito com a Ilha Grande no estado do Rio de Janeiro só que MUITO mais conservado.

Nosso passeio em Abel Tasman(mapa do parque) começou quando pegamos um water taxi (barco táxi - NZD$ 43.00 por pessoa) de Marahau até a praia de Totaranui, no passeio nós vimos uma pedra partida no meio chamada Split Apple Rock e também foi a primeira vez que vimos umas focas nadando numa ilhota. De Totaranui nós começamos uma caminhada até a praia de Onetahuti, nós andamos uns 12km por umas 4/5 horas passando por paisagens paradisíacas com direito a cruzar o mar na maré baixa. A maré nessa região da NZ varia MUITO, em alguns lugares existem diferenças de até 6 metros, o que pode ajudar ou atrapalhar quem está fazendo o trekking. As vezes o caminho pela maré baixa na praia dura 20 minutos e o caminho pela trilha normal 2 horas !! Em Onetahuti montamos as barracas e acampamos pela primeira vez (NZD$ 12.20 por pessoa) na NZ. De manhã arrumamos tudo, colocamos as mochilas nas costas e partimos em direção a praia de Anchorage, novamente andamos uns 12km passando por diversas praias maravilhosas e também cruzamos mais uma vez o mar na maré baixa chegando de tardinha em Anchorage. Nessa praia tinham bem mais pessoas fazendo trekking pois fica mais perto de Marahau e o camping era bem maior que o anterior, novamente dormimos nas barraquinhas escutando o barulho do mar. No último dia partimos de Anchorage em direção a Marahau super felizes por termos pego um tempo de sol perfeito que fez o lugar ser inesquecível. Existe uma flexibilidade bem grande de passeios nesse parque e as empresas fazem de tudo para se encaixar nas vontades dos turistas. O caminho que escolhemos era um dos mais clássicos, mas tinha gente que por exemplo pegava o barco até Anchorage e andava até Marahau, ou o barco deixava as mochilas em Anchorage e a pessoa saltava em Onetahuti para fazer a caminhada até Anchorage, ou até tinha gente que fazia apenas passeios de caiaques em algumas praias e depois voltavam de barco para Marahau. Nós achamos que valeria a pena ter dormido duas noites em algumas dessas praias para aproveitar melhor o dia curtindo a praia em si, o passeio foi perfeito mas foi mais trekking do que ficar tostando nas praias paradisíacas.

De Marahau voltamos para Mapua e dessa vez nós dormimos no Kina Beach Camping Ground (NZD$5.00 por pessoa), de manhã partimos em direção a Kaikoura passando pela cidade de Bleinheim (pronuncia-se Blenum) para dar tchau para o Carlos e a Fernanda que voltariam para Ilha Norte e depois para o Brasil. No caminho nós resolvemos dormir em Okiwi Bay que fica a 30km de Kaikoura, dessa vez o camping foi de graça e bem tranquilo. No dia seguinte depois de seguir a estrada começamos a ver uma quantidade gigastesca de focas, elas ficam nas pedras tomando um solzinho e descançando enquanto um bando de turistas tira fotos das bichinhas. Pertinho dali nós fomos visitar o Ohau Stream, que é uma coisa de louco !! Esse lugar é uma cachoeira onde os bebês de focas ficam brincando, é como se fosse um berçário de focas onde centenas e centenas de bebês ficam se divertindo sem parar. Foi muito mas MUITO legal visitar esse lugar, eu nunca imaginei que veria focas em cachoeira mas acho que hoje em dia eu não duvido de mais de nada. Continuando a viagem em direção a Kaikoura nós passamos por Mangamaunu, que é uma praia onde rola um surf nervoso e foi o penúltimo lugar que o Fernando surfou na NZ, nesse dia resolvemos dormir num camping chamado Puhi Puhi que também foi de graça.

Na manhã seguinte chegamos em Kaikoura, que é uma cidade bem bonitinha e tem um visual com montanhas muito lindo, nesse dia nós ficamos num internet café atualizando nossas famílias e arquivando as fotos e os vídeos da viagem. Passamos a noite num Holiday Park chamado Peketa Beach Holiday Park (NZD$15.00 por pessoa) e que fica bem em frente a um pico de surf onde o Fernandinho usou pela última vez sua pranchinha na NZ. De lá partimos para Christchurch, a cidade que foi destruída por 2 terremotos nos últimos 10 meses e onde morreram 181 pessoas, ficamos apenas 2 horas fazendo um turismo um tanto quanto estranho, ver o que um terremoto é capaz de fazer com uma cidade. O centro da cidade está completamente fechado, parece meio como uma cidade fantasma e realmente não tinha nada para se fazer além de lamentar pela vida das pessoas que viviam ali.

De Christchurch nós partimos em direção a Banks Peninsula, mais especificamente em direção a cidade de Akaroa. O lugar é muito bonito, durante todo o passeio pela estrada vimos paisagens lindas com morros lotados de ovelhas e sempre parávamos para tirar algumas fotos. Quando estávamos quase chegando em Akaroa nós mudamos de idéia e resolvemos nos enfiar numa dessas mini baías para ver como seria. O lugar escolhido foi a Okains Bay e valeu muito a pena, ficamos num camping na praia (NZD$12.00 por pessoa) onde tinham pouquíssimas pessoas e ainda tivemos a chance de ver uma foca nadando pelas redondezas. Acordamos cedo e partimos, dessa vez em direção ao famoso Lake Tekapo (Lago Tekapo), saímos da costa e seguimos por umas 3 horas até o lago e quando chegamos foi sensacional. O lago é lindo, rodeado de montanhas e parece que você está num cenário de filme, cada dia na estrada a NZ nos presenteava com lugares cada vez mais bonitos. Partimos pro I-Site e descobrimos que o camping mais barato ficava no Lake Mcgregor (Lago Mcgregor), que é um laguinho anexo ao Lake Tekapo, partimos para lá e dormimos (NZD$5.00 por pessoa) nossa primeira noite em temperaturas bem baixas. No dia seguinte as montanhas em volta do lago estavam todas brancas de neve e rolava um frost(geada) na grama, a temperatura deve ter chegado bem perto de zero graus mas felizmente nós estávamos preparados para o frio.

Na manhã seguinte partimos para o topo do Mount John (morro ao lado do Lago Tekapo)para apreciar a vista do Lake Tekapo lá de cima, dali pegamos a estrada em direção ao Mount Cook National Park, lugar onde encontra-se o monte mais alto da NZ chamado de Mount Cook (Monte Cook). A chegada é incrível, parece com os lugares das batalhas do filme "Senhor dos Anéis", montanhas gigantescas com um pouco de neve e um silêncio que fazia o lugar especialmente agradável. Quase na chegada da Mount Cook Village (cidade onde as pessoas se hospedam) tem uma bifurcação que leva até a Tasman Glacier, que é a maior geleira da NZ mas infelizmente está coberta de terra e nem parece mesmo uma geleira mas valeu a pena ver os "icebergs" boiando no Tasman Lake (Lago Tasman). Dali nós voltamos para a Mount Cook Village e nos estabilizamos no Mount Cook White Horse Camping Ground (NZD$6.10 por pessoa) e fizemos uma trilhazinha de 15 minutos até o Kea Point onde tem uma vista alucinante do Mount Cook. Na manhã seguinte depois de uma noite bem fria acordamos cedo para fazer a Hooker Valley Track, uma trilha de 1 hora e meia até o Hooker Lake onde tem mais um visu animal do Mount Cook, valeu muito a pena.

No outro dia, Papatoetoe já estava na estrada em direção a Oamaru, mas como seria uma viagem longa nós resolvemos dormir no meio do caminho. Na estrada nós encontramos uma fazenda de salmão e compramos um super filé por NZD$20.00, nesse dia nós chegamos no Ahuriri River Camping, um dos campings mais roots da viagem e comemos uma das melhores refeições da viagem: Salmão com molho de cogumelo, e arroz com cenoura, brócolis e espinafre !! Essa foi uma noite especialmente fria, nós tínhamos deixados as panelas cheias de água para lavar no dia seguinte e de manhã estava tudo congelado, ou seja, a temperatura a noite ficou abaixo de zero, tenso !! No dia seguinte chegamos em Oamaru mas pra falar a verdade não tinha nada demais, basicamente a única coisa que queríamos fazer achamos caro, era pra ver uma colônia de pinguins por NZD$18.00, não pagamos e nem vimos porque já tínhamos lido no Lonely Planet que veríamos diversos pinguins por toda a costa. Dali descemos mais um pouco para visitar as famosas Moeraki Boulders, que são umas pedras redondas com 4 milhões de anos que parecem um monte de bolas de gude gigantes na praia. E logo depois visitamos o Moeraki Lighthouse (Farol), nós nem entramos, apenas apreciamos pelo lado de fora e andamos um pouquinho pela região para ver mais e mais focas se divertindo nas pedras. Nessa andada nós tivemos o prazer de encontrar um pinguim-de-olho-amarelo pensando na vida e refletindo sobre suas andanças pela NZ, ficamos super felizes de termos encontrado esse pinguim e não termos pagos os 18 dólares para ver a colônia.

De Moeraki nós descemos mais um pouco e dormimos no Trotters Gorge Scenic Reserve que ficava na estrada em direção a Dunedin. De manhã, no caminho para Dunedin nós paramos em Karitane Beach e Murdering Bay, duas praias famosas pelo surf que infelizmente não estavam com ondas boas quebrando a ponto do Fernandinho se jogar no mar. Nesse dia nós chegamos em Dunedin bem cansados pois faziam praticamente duas semanas que estávamos dormindo direto no Papatoetoe e precisávamos repor as energias e planejar a continuação da viagem. Dormimos duas noites no Penny's Backpackers (NZD$22.00 por pessoa) com internet liberada e resolvemos tudo que tínhamos que resolver sobre a viagem e mandamos notícias para a família e amigos. Em Dunedin não fizemos praticamente nada, achamos a cidade meio industrial e relativamente feia se comparada aos diversos lugares que tínhamos passado antes, mas valeu a pena, recarregamos as energias e parada foi vital para continuarmos a viagem numa boa.

De Dunedin nós fomos descendo em direção ao Catlins Forest Park, mas antes resolvemos visitar um lugar logo no começo da região chamado Nugget Point, supostamente ali residem 3 espécies de animais que convivem em harmonia, os pinguins, as focas e os leões marinhos. Não vimos nenhum, mas o lugar é belíssimo, fica na parte mais setentrional(mais ao norte) de Catlins e tem um farol (Nugget Point Lighthouse) com um visual de tirar o fôlego. Continuando a aventura nós resolvemos parar em Surat Bay, um local onde o guia enfatizava a presença de leões marinhos. Depois de uma caminhada de quase meia hora a partir do estacionamento nós encontramos os benditos !! Que maravilha !! A Nova Zelândia novamente impressionou, os leões marinhos vêm do mar para descançar na praia e cagam solenemente para os humanos, principalmente quando se segue a regra de ficar a 10 metros de distância dos animais. Eles são gigantescos, bem maiores que as focas e vê-los de perto é sensacional, praticamente visitamos o habitat natural dos bichos, como um zoológico sem cercas. Valeu muito a pena, ainda mais por termos descoberto sobre o local no dia anterior quando fazíamos pesquisas sobre a região.

Dali saímos felizes descendo a estrada para dormir na Purakaunui Bay Scenic Reserve em Purakaunui Bay. A praia é lindíssima e o camping fica exatamente em frente ao mar, valeu muito a pena mas infelizmente estava frio demais para entrarmos no mar. Continuando a aventura nós visitamos as Purakaunui Falls (Cachoeira Purakaunui), Horseshoe Falls (Cachoeira Horseshoe) e Matai Falls (Cachoeira Matai), bonitinhas mas na real não tinham nada demais, visitamos apenas porque estavam no nosso caminho mas de impressionante elas não tinham nada. Na saída da Matai Falls encontramos umas amigas alemãs do Fernando e tomamos um chá da tarde trocando idéias de lugares para baixo e para cima da estrada, importante ressaltar que elas só pararam na entrada da cachoeira porque reconheceram o Papatoetoe quando estavam de passagem !! De lá partimos em direção a Curio Bay, baía famosa por ficar ao lado de uma floresta fossilizada de 180 milhões de anos e lar de uma colônia de pinguims-de-olho-amarelo. Visitamos o lugar e realmente achamos impressionante, é possível ver os troncos fossilizados depois de serem atingidos por cinzas vulcânicas e tivemos a sorte de ver um pinguinzinho andando pelo local, sorte porque estávamos muito cedo para a chegada da "galera"(colônia). Nessa noite nós demos um rolé pela Purpoise Bay e depois dormimos na Curio Bay Scenic Reserve (NZD$7.00 por pessoa).

No dia seguinte seguimos em direção ao Slope Point que é o ponto mais meridional(mais ao sul) da Nova Zelândia mas na real só tem uma placa pra tirar fotos e nada demais, valeu pra dizer que fomos, e apenas isso !! Dali fomos em direção a Invercargill que a cidade mais meridional e oriental da NZ, lá nós visitamos um museu pra ver as famosas Tuataras. A Tatuara é um réptil com características de lagartos, tartarugas e aves e é considerado um fóssil vivo pois pouco se modificou desde o Mesozóico, que é a era onde a terra teve seu período cretáceo, jurássico e triássico, ou seja, elas são do tempo dos dinossauros (251 milhões e 65 milhões de anos atrás). Chapa quentíssima, a mais velha tinha 110 anos de idade (chamado de Henry) e os cientistas acreditam que elas vivem até os 200 anos de idade !! Na cidade nós também visitamos um parque ao lado do museu e nessa noite nós dormimos no Beach Road Holiday Park (NZD$11.00 por pessoa).

Partimos de Invercargill em direção a Te Anau (teu ??), que é a última cidade antes de pegar a Milford Sound Highway em direção a Milford Sound, tudo isso dentro do Fiordland National Park. Lá nós demos uma voltinha básica na cidade (que não tinha nada demais) e partimos para o Henry Creek Campsite (NZD$5.10 por pessoa) onde passamos uma noite super agradável se preparando para ver a atração turística número 1 da Nova Zelândia. No dia seguinte acordamos cedo e seguimos em direção a Milford Sound, a estrada demora em torno de uma hora e meia e passa por lugares lindíssimos, e ainda tivemos a sorte de ver um arco-íris gigantesco no caminho. Chegamos no estacionamento e fomos até o centro de compras/saída dos ferries, o preço de um passeio de barca custa NZD$75.00 por 2 horas de "diversão". Pagamos e saímos por volta das 11:00 am e foi impressionante, mas primeiro deixa eu explicar uma coisa: sound é considerado a entrada do oceano dentro dentro da terra por um canal, normalmente maior e mais fundo que uma baía e mais largo que um fiorde. O passeio vai devagarzinho passando por dentro do sound e um malandro vai explicando os nomes das cachoeiras e montanhas que estão em volta do Milford. É uma coisa de louco, as cachoeiras caem direto no mar e nós nunca tínhamos visto nada parecido com isso, uma abundância de água doce proveniente das chuvas e do clima super húmido do Parque Nacional. Na volta a barca para bem pertinho de uma cachoeira em especial chamada Stirling Falls (Cachoeira Stirling), é linda, imagina uma cachoeira gigantesca caindo direto no mar, só faltavam unicórnios, fadas, duendes e sereias para o lugar ficar mais mágico do que é !!

Saímos de lá completamente felizes e seguimos em direção ao Lake Gunn (Lago Gunn), mas antes resolvemos para num lugar chamado The Chasm que basicamente é uma cachoeira que passou/bateu tantas vezes nas pedras que formou rochas em formatos super maneiros, parecia um lugar meio alienígina. Nessa noite nós dormimos no Lake Gunn Campsite (NZD$5.10 por pessoa), que fica num um lago sensacional e super bonito mas que pode ser meio infernal quando as malditas sandflies (borrachudos) começam a incomodar. De manhã partimos em direção a Queenstown (nossa última parada) mas como sabíamos que seria uma longa jornada resolvemos parar numa cidade chamada Kingston e dormir num Holiday Park super completo e com uma dona super gente boa, se chamava Kingston Holiday Park (NZD$15.00 por pessoa). Lá novamente nós conseguimos atualizar as famílias e os amigos sobre a viagem e sabíamos também que no dia seguinte (infelizmente) nossa viagem estava quase terminando.

Partimos cedinho de Kingston e chegamos em Queenstown 45 minutos depois, a cidade é MUITO bonita, MUITO mesmo !! Lá nós pesquisamos diversos albergues e Holidays Parks e no final acabamos ficando no Flaming Kiwi Backpackers (NZD$21.00 por pessoa). Primeira coisa que nos ligamos foi que FINALMENTE encontramos os Brasileiros da Nova Zelândia, em 8 meses viajando pela NZ nós conhecemos menos de 10 brasileiros viajando ou morando pelo país, mas em Queenstown foi outra coisa. Parece que a cidade foi tomada por Brasileiros, no primeiro restaurante indiano que fomos já tinha um casal de brasileiros comendo, ao andar pelas ruas da cidade só se escuta português e o mais impressionante foi quando entramos num supermercado para fazer compras e 100% das pessoas que nos atenderam foram brasileiros. A menina que cortava queijo e presunto era brasileira, o cara que estava repondo os produtos nas prateleiras era brasileiro, a gerente era brasileira, tem guaraná para vender e pra completar a caixa era brasileira também. Por um breve momento nós nos sentimos no Brasil pelo simples motivo de não precisar falar nada de inglês, apenas o nosso querido português.

Bom, nessa semana que ficamos em Queenstown estávamos "meio tristes" por não ter conseguido fazer o Milford Track, que é uma trilha de 3 dias de Te Anau até Milford Sound, mas o tempo realmente não ajudou e o governo vetou o trekking pela trilha. Nossa segunda opção era fazer a Routeburn Track, que é uma trilha que vai de Glenorchy até Milford Sound e demora de 3 a 4 dias. Como não poderíamos chegar do outro lado "sem carro" e não queríamos pagar nenhum ônibus para voltar para Queenstown, repetimos o que fizemos no Tongariro Alpine Crossing, fomos até o segundo hut (abrigo para dormir) da trilha e depois voltamos. Começamos bem cedinho, as 8:00 am e terminamos umas 14:00, ou seja, 6 horas ida e volta. Valeu MUITO a pena, é uma trilha que passa por dentro da mata e te dá acesso a visuais bem bonitos além de ser super bem sinalizada. Nós fizemos a trilha com o Max, um alemão que conhecemos quando ainda estávamos em Napier e por sorte encontramos num albergue enquando procurávamos um lugar para ficar.

Outra mini trilha que fizemos foi a Queenstown Hill Track, uma trilhazinha de 30/40 minutos que sobe o Queenstown Hill (Morro Queenstown) e de lá é possível ver a cidade e as montanhas que estão por toda a região. Super bonito e bem fácil de se fazer !! Infelizmente nossa grana estava acabando e não tivemos a possibilidade de fazer o famoso Nevis Bungy Jump de 134 metros de altura, o plano era terminar a viagem com chave de ouro pulando que nem um alucinado desse bungy, fica pra próxima.

Para finalizar esse texto gigantesco vou deixar aqui algumas informações sobre a viagem:

O preço por cabeça para um mês de viagem foi de NZD$1300.00 contando tudo (gasolina, acomodação, passeios e alimentação). Não coloquei os gastos iniciais pois isso varia muito de pessoa para pessoa, mas nós estávamos muito bem equipados com 2 fogareiros, 4 sacos de dormir, diversas mantas, lanternas, 2 barracas de camping, roupas para frio, purificadores de água, etc. Tudo que sabíamos que seria importante para essa viagem nós compramos e felizmente usamos tudo, ou seja, sem prejuízos. O Papatoetoe se mostrou um super carro e não tivemos problemas, ele era o nosso companheiro de viagem e praticamente nossa casa, nosso quarto, nossa cozinha e sala de reuniões !!

Essa foi uma das melhores viagens da minha vida pois tive a oportunidade de conhecer lugares belíssimos junto de pessoas amadas (Rafaela e Fernando). Compartilhar esses momentos com pessoas especiais são aquelas pequenas coisas da vida que não tem preço, algo que ficará na minha memória para sempre.

O principal motivo de não termos ficado em Queenstown (Greg, Rafa e Fernando) foi a questão da grana, nós nos planejamos para chegar arrumando trabalho para que em menos de uma semana já estivéssemos estabilizados, infelizmente não chegamos perto disso. A quantidade de pessoas procurando trabalho era ridiculamente grande e todos recebiam a mesma resposta: "a cidade só vai bombar quando os ski resorts começarem a bombar". Outro motivo foi que nosso visto terminaria em Setembro, ou seja, mesmo se conseguíssemos trabalho, só poderíamos trabalhar por uns 2,5 a 3 meses ganhando em dólares neozelandeses. Quando começamos a repensar sobre nossas escolhas vimos que esquecemos de algo super importante, partir para a Inglaterra no verão !! Ao invés de passar frio na NZ e ficar batendo com a cabeça na parede sem conseguir trabalho, podíamos partir para Londres no verão e conseguir trabalho super rápido !! Não pensamos duas vezes, avisamos pro Gui nossos planos, falamos que não seria possível vê-lo na NZ mas que com certeza nos veríamos ainda esse ano, compramos as passagens para Londres e partimos 2 dias depois.

Resultado da viagem: PERFEITA !!

Beijokas e abraços,

Greg (Londres) e Gui (Queenstown)


PS: Já estou escrevendo sobre nossa chegada em Londres num outro post, estamos super bem, arrumamos trabalho na semana em que chegamos e estamos praticamente estabilizados.


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Comments
Date: 27th June 2011

Irado a aventura de vcs!
Já li todo o post, pelo que li a viagem foi show. Pena q a galera teve q se separar, mas a vida é assim. Quanto a mim, vou ter q encarar o frio de Londres, parto no final de janeiro. Foi a única data que consegui tirar férias :-/ Abraços.

From Blog: Road Trip: From Napier to Queenstown !!!
Date: 27th June 2011

Ref. foto do topo
Ficou muito legal a foto da "skyline" no topo do blog.

From Blog: Road Trip: From Napier to Queenstown !!!
Date: 5th July 2011

Saudades!!
Irado o post Gregório, detalhou tudo, mandou bem! Essa viagem foi demais mesmo! Saudades dos meus parceiros de viagem Curi

From Blog: Road Trip: From Napier to Queenstown !!!
Date: 25th July 2011

Maravilhoso!
Fala Twins! rsrs Maravilhosa a jornada de vcs! Estou lendo o Blog entusiasmadissimo com as descobertas, viagens, amizades e experiencias q estão vivenciando! Acabo de tirar minha cidadania tbm e estou planejando minhas viajens... Vou viver! não mais sobreviver! As histórias que escrevem estão me dando muita força! Encontrei vcs pelo mochileiros.com e desde todas pesquisas que ando fazendo estão me levando para descobertas sensacionais... por enquanto é só teoria que eu tenho, mas não vejo a hora de conhecer esse mundão! Parabéns pra vcs! sensacional vivenciarem tudo isso e ainda ajudarem (e muito) a galera q tbm quer se aventurar por aí! é de um grande coração. Por enquanto estou lendo os posts da Índia e estou maravilhado com tudo! TUDO! DO CARALHO! Enfim... vou continuar lendo e aprendendo mais e mais! ABRAÇOS Demetrio

From Blog: Road Trip: From Napier to Queenstown !!!




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